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PM readmitido após 11 anos terá retroativo financeiro e promoção

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Uma nova portaria assinada pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, o coronel Alexandre Corrêa Mendes, retificou os termos da reintegração do soldado L.A.C., que fora demitido da corporação em março de 2008 e retornou 11 anos depois, em dezembro de 2019. Acusado de ter torturado um suspeito com uma extensa ficha criminal, o militar ganhou a Justiça o direito de ser reintegrado e agora a Polícia Militar confirma que os efeitos são retroativos, tanto financeiros quanto para efeitos de promoção e aposentadoria.

Na publicação de 2019, quando a Polícia Militar cumpriu decisão judicial e mandou reintegrar o soldado, a portaria informava que era “sem efeito retroativo, seja financeiro ou de contagem de tempo de serviço”.

Agora, o documento foi corrigido. “Leia-se: reintegrar ao efetivo ativo nas fileiras da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, o ex-SD PM L.A.C., (…), a contar de 11/03/2008, com efeitos retroativos para fins de contagem de tempo de serviço e promoção”.

O novo documento assinado pelo comandante-geral da Polícia Militar foi publicado no Diário Oficial do Estado (Iomat) desta segunda-feira (20). A portaria alerta que deverão ser levados em conta pareceres e recomendações de setores técnicos do Governo do Estado antes de proceder com os pagamentos dos valores retroativos. Atualmente, ele continua exercendo a função de soldado com um salário mensal de R$ 7,5 mil.

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“Quanto ao pagamento dos inevitáveis valores salariais retroativos, recomenda observância ao posicionamento exarado pela Controladoria Geral do Estado, através da Recomendação n° 003/2019, de 17 de janeiro de 2019, bem como sugere alinhamento junto à Secretaria de Planejamento (SEPLAG), por se tratar de revisão administrativa”, diz trecho do documento.

O militar ficou 11 anos afastado da corporação por causa de uma sentença judicial de agosto de 2007 que o condenou por suposta tortura determinando sua exoneração.  O homem que o acusou possuía uma extensa ficha criminal — na qual se constavam, de acordo com o soldado, 28 homicídios — e teria armado todo um “teatro para convencer” as autoridades judiciais.

Na época da sentença o soldado estava preso e teve negado o direito de recorrer em liberdade. A pena imposta a ele foi de 5 anos e 9 meses de prisão a ser cumprido inicialmente em regime fechado. Naquela sentença foi decretada a perda do cargo e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

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A defesa ingressou com recursos e conseguiu provar que houve erros processuais resultando na anulação da sentença e no arquivamento do processo que tramitou na 3ª Vara de Juara. À época, o Estado apenas cumpriu uma determinação judicial da época e procedeu com a exoneração do soldado.

 

Com informações: Folhamax

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CIDADES

Confira o valor do vestido mais ‘quente do momento’ que reproduz a nudez

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A celebração do corpo vem se tornando cada vez mais uma tendência na moda. As armaduras sensuais da Schiaparelli, as peças reproduzindo corpos nus na Semana de Moda de Paris e a ascensão da marca Y/Project.

Nesse caminho, o “naked dress” - ”vestido nu”, em tradução literal - se destaca: de acordo com a Lyst Index, plataforma de pesquisa no mercado da moda, a roupa é a mais “quente do momento”, ou seja, a mais pesquisada entre o público feminino.

O look ficou atrás apenas de acessórios, como a bolsa da Diesel e o tênis da collab entre a Adidas e a Gucci - a grife, por sinal, conquistou o 1º lugar entre as casas de moda mais poderosas do mundo e desbancou a Balenciaga.

O vestido, a única peça “vestível” no top 3, é uma criação da Jean Paul Gaultier, mas não sozinha.

O modelo foi desenvolvido em uma colaboração com a artista Lotta Volkova, conhecida por sua abordagem hispter da moda, e estava disponível em duas versões: uma para a pele branca e outra para a negra.

Fora de estoque no site oficial da grife italiana, a peça anteriormente poderia ser comprada por 590 euros, aproximadamente R$ 3 mil, e estava disponível dos tamanhos PP ao XL.

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O aumento das buscas em 436% no último trimestre de 2022, o vestido nasceu da reinterpretação de algumas peças de arquivo da coleção Primavera/Verão de 1996 da Jean Paul Gaultier, intitulada

“Cyberbaba”. Nela, o corpo, em tamanho real, protagonizava os looks das roupas.

Em comunicado oficial enviado à imprensa, a estilista Lotta Volkova falou sobre a experiência de poder fundir seu trabalho ao da grife francesa: “O que me impressionou foi extrema excentricidade, visão intransigente, sagacidade e celebração festiva sem fim de moda, cultura, música e culturas underground que formavam um mundo extraordinário de Jean Paul Gaultier”.

Para ela, a colaboração é uma viagem ao passado com os pés no presente, uma passagem de tempo que a inspirou para produzir a peça tão popular, como reportou a Lyst Index em seu relatório.

“Foi uma honra incrível poder descobrir os arquivos, fetichizar e reimaginar as icônicas coleções de Jean Paul Gaultier no contexto de 2022, reintroduzindo-as em um guarda-roupa contemporâneo”.
Volkova ganhou notoriedade no mundo da moda ao trabalhar na Vetements, etiqueta fundada por Guram Gvsalia e Demna Gvsalia. Depois disso, se uniu a Demna para atuar como stylist do diretor criativo na Balenciaga - o que pode explicar muito sobre suas técnicas nada convencionais.

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Hoje em dia, além de criar suas próprias roupas, ela também assume o styling de desfiles de grandes grifes, como a Miu Miu e a Blumarine.

Para a Jean Paul Gaultier, Volkova, a mente ultra criativa, aplicou sua habilidade natural de dar às peças de moda nostálgicas uma atualização moderna, incluindo roupas de baixo inspiradas em espartilhos e peças sob medida com detalhes no estilo S&M - no melhor da moda fetichista.

O “vestido nu”, por sua vez, não é inédito. O look foi apresentado pela Gaultier na coleção de Outono/Inverno 2014. À época, a modelo apareceu na passarela com o visual coberto por um sobretudo e uma máscara de látex, como temos visto recentemente nos desfiles da Balenciaga.

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