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Prefeitura suspende vacinação infantil após criança sofrer parada cardíaca, em Lençóis Paulista (SP)

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De acordo com a gestão municipal, a pessoa imunizada tem 10 anos e apresentou evento adverso 12 horas depois de receber dose pediátrica da Pfizer

 

Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura afirma que a criança sofreu o evento adverso “12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer”. O comunicado também afirma que a criança está estável e consciente.

De acordo com a Prefeitura, o pai relatou que a criança “apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou”. Ela foi encaminhada à rede de saúde particular para receber atendimento médico, onde foi reanimada.

A Pfizer informou, por meio de nota, que o relato de potencial evento adverso foi submetido à área de farmacovigilância da empresa, conforme estabelece o processo global da companhia.

No texto, a Pfizer também afirma que “não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante”. E acrescenta que a “companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos  adversos  de  seus  produtos,  mantendo  sempre informadas as  autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente”. Leia a íntegra da nota da Pfizer no final do texto.

A decisão pela suspensão da vacinação foi tomada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira. Na ocasião, fficou estabelecida a interrupção da aplicação de imunizante em crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, “em livre demanda”.

No entanto, pais e responsáveis que queiram imunizar crianças antes da Prefeitura retomar o calendário de vacinação podem ligar na Central Saúde para realizar agendamento.

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O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 afirma ainda que não coloca em questão a importância da vacinação infantil. Mas que vai usar o prazo de suspensão para acompanhar e monitorar as crianças já imunizadas no município.

“O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais”, diz o texto.

Leia a nota da Pfizer na íntegra:

Assim que a Pfizer teve conhecimento do caso, foi submetido um relato de potencial evento adverso para a área de farmacovigilância, conforme processo global da companhia.

A Pfizer já distribuiu globalmente mais de 2.6 bilhões de doses da vacina ComiRNAty em mais de 166 países ao redor do mundo e não há alertas de segurança graves relacionados ao imunizante.

Os eventos adversos que podem ser relacionados à vacina identificados durante as fases de estudo pré e pós comercialização constam na bula do produto https://www.pfizer.com.br/bulas/comirnaty. Os órgãos de vigilância locais e internacionais competentes endossam que o benefício da vacinação segue se sobrepondo a qualquer risco.

A companhia realiza habitualmente o acompanhamento de relatos de potenciais eventos adversos de seus produtos, mantendo sempre informadas as autoridades sanitárias brasileiras, de acordo com a regulamentação vigente.

Especificamente para a vacina ComiRNAty, a fim de facilitar ainda mais o contato com a empresa e o monitoramento dos potenciais eventos adversos da vacina, a Pfizer estabeleceu um portal para comunicação de informações relacionadas a relatos de eventos adversos: https://www.pfizersafetyreporting.com/#/pt.

Pacientes que apresentem qualquer quadro de potencial evento adverso devem manter acompanhamento médico ou com serviço de saúde de referência e seguir as condutas clínicas instituídas e orientadas por tais responsáveis.

Os profissionais de saúde, incluindo os médicos, podem acessar os canais de comunicação da Pfizer para obter informações técnicas ou ter acesso a literatura médica especializada.

O imunizante demonstrou eficácia de 90,7% em estudo clínico desenvolvido especificamente para a faixa etária pediátrica (5 a 11 anos). Os ensaios de Fase 2/3 foram realizados em 2.268 crianças, nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha, e apresentaram respostas robustas na produção de anticorpos. 

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Judiciário não vai se acovardar’, diz Moraes ao afirmar que a internet deu voz a imbecis

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, participa de evento sobre 'combate à desinformação', realizado no Teatro do Centro Universitário da FAAP, em Higienópolis, na região central da capital paulista - 29/04/2022 | Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

Ministro do STF participou do Congresso Brasileiro de Magistrados

O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou as “milícias digitais” neste sábado, 14, durante o XXIV Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador. Segundo ele, esses grupos “atacam a democracia”.

“As milícias digitais produzem conteúdo falso, notícias fraudulentas e têm o mesmo ou mais acesso que a mídia tradicional”, disse o juiz do STF, ao mencionar que supostos ataques visam “desacreditar” a imprensa.

Moraes parafraseou ainda o escritor Umberto Eco. “A internet deu voz aos imbecis”, afirmou, sem citar nomes. “Hoje qualquer um se diz especialista, veste terno, gravata, coloca painel falso de livros atrás e fala desde a guerra na Ucrânia até o preço da gasolina, além de atacar o Poder Judiciário.”

Segundo o juiz do STF, o Judiciário “não vai abaixar a cabeça”. “O Judiciário não pode e não vai se acovardar perante essas agressões”, garantiu Moraes. “Tenho absoluta certeza disso.” Moraes ainda conclamou os demais magistrados a assegurar “que o país continue essa democracia”.

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Ao lado do governador da Bahia, Rui Costa (PT), o ministro defendeu o “fortalecimento das instituições”: “Como disse o governador, é inimaginável que chegaríamos em 2022 precisando defender o Judiciário e a democracia.”

A negação da democracia

Em artigo publicado na Revista Oeste, o jornalista J.R. Guzzo observou que as mais recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes têm provocado desordem. Guzzo lembra do caso do deputado federal Daniel Silveira.

“Moraes, no caso da sua incompreensível perseguição pessoal ao deputado Daniel Silveira, age como um carcereiro maníaco, como naqueles filmes do tipo ‘terror no presídio’”, escreveu o jornalista. “Está mortalmente ressentido porque o presidente da República, no estrito cumprimento da lei, anulou a pena de quase nove anos de cadeia que tinha socado em cima de Silveira. De lá para cá, vem dobrando a aposta: decidiu que, com indulto ou sem indulto, com lei ou sem lei, o deputado tem de ser punido, para que ele, Moraes, prove que é mais forte que o presidente e que a Constituição. Criou uma situação de desordem.”

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Outro ato de Moraes destacado por Guzzo foi a redução de 35% no valor do IPI que o governo havia decidido, na tentativa de dar mais um estímulo à economia. “Que diabo a redução do IPI tem a ver com as funções de um ministro do Supremo? Moraes não tem de decidir absolutamente nada nesse assunto. A decisão também não teve relação nenhuma com as suas possíveis convicções sobre política fiscal; foi vingança pessoal pura, simples e infantil”, sustentou o jornalista.

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